segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Tonicidade

Tonicidade

O tônus é o início de tudo, fator fundamental da Psicomotricidade! 
No momento em que a vida uterina apresenta pulsação, a partir daí a célula viva apresenta tônus. Assim não deve se pensar somente em tônus muscular, mas também em tônus celular. Ele faz parte do alicerce da vida afetiva, motora e cognitiva, nos trazendo a base para a constituição da aprendizagem, tem a função de alertar e de vigiar, tendo papel fundamental no desenvolvimento motor e psicológico.

As funções do tônus são descritas por vários autores de maneiras distintas, de acordo com as áreas de estudo de cada um. Mas em todas as definições destaca-se a importância dessa entidade psicomotora para a realização do movimento corporal.

Segundo Wallon, flutuação tônica é quando ela está acoplada diretamente às emoções. A função tônica pode existir sem a função motora, mas a função motora não pode existir sem a função tônica.
Quando Wallon descreve o diálogo tônico, ele fala da flutuação.
Quando um bebê se sente incomodado (aumenta o nível de tensão), tem uma descarga (o choro) e o adulto lê essa informação tônico postural (interpreta a mensagem que o bebê quer passar). Assim que o adulto resolve o problema, o bebê baixa o tônus, relaxa, diminui o batimento cardíaco e entra em repouso. É o que Wallon chama de hipotonia da satisfação. 

Aspectos de um tônus:
- motilidade - pode ser aplicada em organismos unicelulares (ovo) como em organismos multicelulares (nossas víceras);
- mobilidade - segundo Jean Pierre Barral, mobilidade tem a ver com os movimentos passivos que as víceras sofrem quando ocorre a respiração e os movimentos.
- motricidade - produção motora, motricidade voluntária, ordem cortical do movimento do corpo.

Segundo Wallon, essa flutuação de tônicos varia a todo instante. Por isso que a flutuação tônica caracteriza uma ligação intensa do tônus com a emoção.

Tipos de tônus:
- tônus de fundo / tônus de base / tônus postural - responsável pela manutenção de uma posição, de um segmento postural, pois é involuntário. Pode-se ficar de pé, mas quem mantém o ser humano na posição é esse tônus.
- tônus ação / tônus de atitude / tônus postural - quando um grupo muscular se dedica a realizar uma determinada ação. Ele é responsável pela motricidade voluntária.
- tônus de força / tônus de suporte - quando o corpo todo se dedica a uma única ação. Como fazer força, pegar peso, realizar as necessidades fisiológicas.

Segundo Sherrington, para que um movimento possa ser realizado, existe a tonicidade de integração entre várias partes do sistema nervoso.
A hipotonia ou a hipertonia estão relacionadas ao tônus de suporte com base na extensibilidade e passividade, que são muito importantes na qualidade do movimento.

Vídeo com Vera Mattos, Fonoaudióloga, Psicomotricista e da equipe @mobile_infantil


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domingo, 23 de fevereiro de 2020

Estruturas Psicomotoras - Equilíbrio

Estruturas Psicomotoras

Equilíbrio

O equilíbrio é a capacidade de manutenção e orientação do corpo e de suas partes em relação ao espaço externo e a ação da gravidade. É obtido por meio de informações visuais, labirínticas, cinésicas (estudo da linguagem corporal) e proprioceptivas (capacidade de reconhecer a localização espacial do corpo) integradas ao tronco cerebral e cerebelo. 

Uma condição básica da psicomotricidade, visto que envolve vários ajustamentos posturais que dão suporte a atos motores, é a resposta motora vigilante e integrada, face à força gravitacional que atua sobre o indivíduo. Reúne um conjunto de aptidões estáticas (estuda o equilíbrio de forças) e dinâmicas (estuda relação entre movimento e as suas causas), abrangendo o controle postural e o desenvolvimento das aquisições de locomoção.

Graças à equilibração, o ser humano pode realizar diversos movimentos, inclusive a particularidade da postura, nos diferenciando dos outros animais. Porém essa postura somente é possível, porque o homem possui dentre as suas características físicas e químicas o processo mielinização, que vai se constituindo e se completando, no decorrer do desenvolvimento da criança. Para isso, dividimos a aquisição da postura em algumas fases importantes:
 - 3º mês - a criança passa da posição deitada para sentada com apoio (pescoço com sustentação firme para a cabeça);
- entre o 6º e 8º mês - conquista da verticalidade e a criança já consegue ficar sentada sem apoio. 
- 9º mês - a criança já pode rastejar e engatinhar;
- entre o 9º e o 10º mês - a criança já começa a se manter em pé com apoio durante um tempo maior; 
- entre o 11º e o 12º mês - a criança já consegue dar seus primeiros passos, também ainda apoia em suas mãos;
- entre o 12º e o 14º mês - inicia-se o período de marcha, onde a criança já pode se locomover sozinha (fase em que ainda há um ajustamento do eixo e ocorrem algumas quedas).

Segudo Wallon, as fases podem variar com relação ao tempo, de criança para criança, porém existe um limite a ser respeitado. "Na marcha, o passo é a acomodação do pé e do equilíbrio ao solo, às irregularidades ou desnivelamentos, e ao porte, às resistências que ela encontra.

A marcha, quando adquirida, tem fator de muita importância para a criança, pois favorece a individualidade de se movimentar pelo espaço que a rodeia, de forma livre, podendo ela escolher aonde, quando e o que explorar. Para esta conquista, o indivíduo passa por diversas dificuldades, inclusive a de sustentar o peso do próprio corpo e a de superar as quedas que ocorrerão, até que o corpo encontre o seu equilíbrio, sendo constatado a aquisição mais cedo nos meninos  do que nas meninas. A marcha acontece na sequência de deslocamentos e retornos do centro de gravidade, do ponto de origem ao local de exploração.

Há autores, que enfatizam que a marcha ocorrerá no tempo certo, ou seja, após um processo de maturação nervosa, e outros que acham que o resultado da socialização, o fator efetivo e relacional, tem função essencial para a sua aquisição. Não podem negar, que ao conseguir se locomover, a criança obtém mais experiências com os adultos, e o meio que a cerca. A marcha deve ser adquirida no tempo certo do processo de desenvolvimento infantil, tanto o estímulo para que ela aconteça antes quanto a inibição, podem trazer sérios prejuízos à criança. Andadores, por exemplo, proporcionam o desenvolvimento primeiro dos pés e depois da região do quadril (desrespeitando a lei céfalo-caudal), assim como colocar a criança durante muito tempo em chiqueirinhos, impedem-na de conhecer e experimentar através do seu corpo todo o espaço que ele utilizará futuramente.

Uma pessoa não conseguirá estabilidade, se não tiver o centro de gravidade de seu corpo, dentro de uma base de suporte. Com instabilidade corporal a equilibração não acontece, pois não há atenção e controle tônico no movimento. Para achar o equilíbrio, o corpo passa por um certo desequilíbrio postural, isto é percebido quando a criança, antes de permanecer em pé, ajusta sua equilibração em outras posturas (sentada com apoio, sentada sem apoio e em pé com apoio). O grau de mobilidade do corpo depende de alguns fatores: 
- a altura do centro de gravidade acima da base de suporte;
- o tamanho da base de suporte;
- a localização da linha de gravidade dentro da base de suporte;
- o peso do corpo. 

Os subfatores da equilibração são:
- imobilidade - é definida por Guilmain (1971), como a capacidade de inibir voluntariamente todo e qualquer movimento durante um curto lapso (erro) de tempo.
- equilíbrio estático - requer as mesmas capacidades da imobilidade em situações diversificadas.
- equilíbrio dinâmico - exige uma orientação controlada do corpo em situações de deslocamento no espaço.





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sábado, 22 de fevereiro de 2020

Estruturas Psicomotoras - Estruturação Espaço-Temporal

Estruturas Psicomotoras

Estruturação Espaço - Temporal

Segundo Piaget, o espaço é um instantâneo tomado sobre o curso do tempo e o tempo é o espaço em movimento.

As noções de corpo, espaço e tempo tem que estar intimamente ligadas se quisermos entender o movimento humano. O corpo coordena-se, movimenta-se continuamente dentro de um espaço determinado, em função do tempo, em relação a um sistema de referência. (OLIVEIRA)

A organização espaço-temporal nos conscientiza das formas de deslocamentos corporais de uma maneira contínua e perceptiva atuando nos diferentes planos, eixos, direções e trajetórias.

Na Psicomotricidade a estruturação espaço-temporal é um dado importante para uma adaptação favorável do indivíduo.

Segundo Vitor da Fonseca, os subfatores da organização do espaço temporal são: 
- organização - compreende a capacidade espacial concreta de calcular distâncias e ajustamentos dos planos motores necessários para percorrer.

- estruturação dinâmica - é a capacidade de memorização sequencial visual de estruturas espaciais simples, aprecia a capacidade da criança de reproduzir de memória sequências de fósforos em posições e orientações espaciais determinadas.

- representação topográfica - retrata a capacidade espacial semiótica e a capacidade de interiorização de uma trajetória espacial apresentada num levantamento topográfico (planta) das coordenadas espaciais e objetais da sala.

- estruturação rítmica - compreende a capacidade de memorização e reprodução motora de estruturas rítmicas.

Crianças com dificuldades em sua percepção espacial tendem a se tornar dispersas em seu ambiente, no período escolar costumam confundir as letras na hora de escrever, como por exemplo o b e o d; o p e o q. Dificuldades em estabelecer diferenças entre o antes e o depois, são percebidas em crianças com distúrbios em sua orientação temporal e também espacial.

Os exercícios de organização e estruturação temporal trabalham com noções importantes para o aprendizado da escrita e da leitura. Desenvolve-se inicialmente as noções de antes, agora, depois, lento, rápido, simultâneo, sucessivo, etc., que devem fazer parte do repertório de experiências vivenciadas naturalmente pela criança. Em seguida, dedica-se uma atenção especial aos exercícios que introduzem ritmo, tais exercícios exigem uma apreensão atenta da sucessão temporal, em termos de duração e intervalo.

Na organização e estruturação espacial apresenta-se à criança exercícios a nível da experiência vivida, manipulação de conceitos espaciais importantes para o processo da alfabetização. Os conceitos espaciais direita, esquerda, atrás, na frente, entre, perto, longe, maior, menor, são vivenciados através de movimentos específicos. A partir daí, se propões exercícios em que, com maior intensidade se coloca a mediação de um raciocínio, de uma reflexão sobre os dados vivenciados no primeiro nível.

Vídeo com Vera Mattos - Fonoaudióloga e Psicomotricista. 




Vídeos com a Professora Mestre Rosimere Pavanati

- Noção do corpo: esquerda e direita        


- Noção do corpo: desenho do corpo no papel

- Noção espaço-temporal: andar ao som do pandeiro


Noção espaço-temporal: sequências rítmicas


- Noção espaço-temporal: reproduzir posição dos palitos 


- Noção de espaço: calculando os passos


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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Estruturas Psicomotoras - Lateralidade

Estruturas Psicomotoras

Lateralidade


Lateralidade é a dominância de um lado do corpo em relação ao outro, ao nível de eficácia, força e habilidades: enfim é o predomínio motor de um dos lados do corpo, resultante da relação entre as funções dos dois hemisférios cerebrais.

Segundo Vitor Fonseca, a lateralidade é a propensão que o ser humano possui de utilizar preferencialmente mais um lado do corpo do que o outro em três níveis: olho, ouvido, mão e pé.


A Lateralidade Cruzada e as Dificuldades de Aprendizagem


Em algumas ocasiões a mão dominante não coincide com o olho dominante de uma pessoa, o que pode provocar problema de aprendizagem e de desenvolvimento, sobretudo no que diz respeito à escrita.

A lateralidade é uma função complexa que deriva da organização binária do nosso sistema nervoso. De fato, grande parte do nosso corpo articula-se de forma dupla: dois olhos, dois ouvidos, duas orelhas, dois pulmões, dois rins, etc. O nosso cérebro também dispõe de duas estruturas hemisféricas especializadas que são responsáveis por controlar todo o complexo sistema dual, integrando a diferente informação sensorial, orientando-nos no espaço e no tempo e, definitivamente, interpretando eficientemente o mundo que nos rodeia.

Normalmente diferenciam-se quatro tipos de preferência ou dominância:
- Dominância Manual: preferência ou maior facilidade para utilizar uma das mãos (direita ou esquerda) para executar ações como apanhar objetos ou escrever.
- Dominância Pedal: indica-nos o pé dominante para efetuar ações como chutar uma bola, manter-se de pé apenas com uma perna, etc.
- Dominância Ocular: embora os dois olhos sejam necessários para configurar uma imagem correta, há um que se prefere para olhar por um telescópio ou para apontar, trata-se do olho dominante.
- Dominância Auditiva: refere-se à preferência ou tendência de escutar mais por um ouvido que por outro, por exemplo, ao falarmos ao telefone.
Há comprovadamente uma tendência de dominação do hemisfério esquerdo do cérebro nas atividades motoras. Acredita-se que o lado dominante é parcialmente inato ao sujeito parcialmente adquirido. 
Falamos de lateralidade homogênea quando a mão, o pé, o olho e o ouvido oferecem uma dominância no mesmo lado, quer seja no lado direito (destro) quer seja no lado esquerdo (canhoto / sinistro). Estamos perante uma lateralidade heterogênea ou cruzada quando existe uma lateralidade distinta da manual para os pés, olhos ou ouvidos (por exemplo, mão direita dominante com domínio do olho esquerdo). Nestes casos também se fala de “assimetria funcional”.
A lateralidade cruzada mão-olho tem sido uma das mais estudadas e com frequência é sinônimo de problemas na aprendizagem, em especial nos processos de leitura e de escrita.
O que determina a lateralidade?
O fato de uma criança ser destra ou canhota (sinistra) depende de muitos fatores, entre os quais se encontram a informação genética, a influência do ambiente familiar, a educação e a aprendizagem recebida.
Alguns estudos apontam que a possibilidade de se ter um filho canhoto sendo os progenitores destros é de cerca de 9,5%, aumentando este número para 26% se ambos os pais forem canhotos.
Também está provada a influência de fatores ambientais e sociais. Por exemplo, se desde pequena uma criança é orientada a escrever com a mão direita ou pegar objetos com esta mão, será provável que seja destra. Para além de que muitos objetos estão concebidos para serem manipulados por destros.
Problemas de aprendizagem
Embora nem todas as crianças têm lateralidade cruzada apresentem problemas de aprendizagem, é certo que têm maiores probabilidades de padecerem de:
- Dificuldades de autonomização de leitura, de escrita ou de cálculo.
- Ler muito devagar e com pausas.
- Dificuldade de atenção. 
- Hiperatividade.
- Problemas para organizar adequadamente o espaço e o tempo.
- Dificuldades na ordenação da informação codificada.
- Confusões direita-esquerda que dificultam a compreensão da dezena, centena.
- Confusão entre a soma e a subtração ou entre a multiplicação e a divisão. Também entre sílabas diretas e inversas.
- Desmotivação. Escasso ou nulo interesse em algumas atividades.
- Torpeza psicomotora. Confusão para situar-se à direita ou à esquerda a partir desse meio corporal.
- Melhor nível de compreensão das explicações verbais que das tarefas escritas.
 - Preferência pelo cálculo mental que pelo escrito.
- Pode apresentar disgrafia, dislexia, discalculia e tende a expressar o contrário do que pensa.
- Escrever letras e números invertidos, como se estivessem refletidos num espelho.
- Incapacidade para concentrar-se numa única tarefa durante um espaço de tempo determinado.
- Segundo o perfil da criança pode manifestar-se inibição, irritabilidade, desesperança, reações desmedidas, baixa auto-estima, etc.
Como detectá-los?
Até que a criança não comece a escrever (por volta dos 5 anos) não se avalia o tipo de lateralidade que apresenta. Há que ter em conta que nestas idades a lateralidade ainda está em construção, pelo que a avaliação não será determinante.
O problema não é ser destro ou canhoto, mas sim que as diferentes dominâncias estejam organizadas no mesmo lado, especialmente no que diz respeito à mão, olho e pé. Se for detectado na criança alguns dos problemas descritos em cima, será conveniente efetuar alguns exames para ver se a causa dos mesmos está na lateralidade cruzada.
Atividades para favorecer a aprendizagem
A intervenção para solucionar este problema é um tema muito controverso. Alguns psicólogos opinam que se deve começar desde que a criança seja muito pequena para evitar problemas posteriores na aprendizagem. Outros, pelo contrário, minimizam as consequências e defendem o desenvolvimento natural do processo limitando a intervenção para potenciar na criança as dominâncias estabelecidas.
Cada criança é diferente, pelo que deverá contar com a opinião de um psicólogo para determinar se é melhor levar a cabo uma terapia ou não.
A má lateralidade pode manifestar-se de diferentes formas, sendo a mais corrente a que pode dominar-se como cruz lateral simples na qual a criança utiliza habitualmente o seu olho dominante e escreve com a mão sub-dominante, ou seja é o caso de crianças destras de pé e mão mas com dominância no olho esquerdo ou vice-versa.
Nestes casos aconselha-se que atue sobre a alteração da dominância de mão antes da dominância de olho, já que assim opera a favor da tendência neurobiológica da criança.
No caso de aplicar-se uma alteração de dominância visual deve contar-se com as diretrizes de um especialista em optometria que dirija o tratamento, que normalmente consiste num programa de treino visual que implica a obstrução do olho que deve ceder à dominância.
Além disso, os pais podem ajudar a criança com diferentes atividades para reforçar a lateralidade:
- Assinalar, reconhecer e nomear cada uma das partes e detalhes, no próprio corpo e no outro.
- Reconhecer erros nos desenhos semelhantes.
- Reconhecer a posição que se tem em relação a um objeto: à direita, à esquerda, atrás, etc.
- Lançar e apanhar objetos, balões, etc.
- Bater palmas alternadamente.
- Abrir e fechar as mãos rapidamente.
- Tocar cada dedo com o polegar da mão respectiva.
- Lançar objetos com uma mão e com outra.
- Manter um objecto em equilíbrio numa mão enquanto com a outra se faz outra ação.
- Realizar desenhos com os dedos e com outro tipo de tintas.
- Repassar a própria mão dominante, contornando-a com um lápis, pintando-a e recortando-a.
- Com os olhos fechados identificar que objetos estão situados à esquerda e à direita.
- Desenhar pequenos objetos à esquerda e à direita de outro desenho.
- Escrever grupos de palavras que comecem por letras de simetria inversa.
- Atividades de movimentos dos olhos: movimentos direcionais (para cima, para a direita, etc.), movimentos com apenas um olho (olhar através de um tubo, fechar um olho, etc.).
- Atividades de recortar e colar.
- Atividades de seguir linhas, caminhos e labirintos.



Vídeo com Luciana Brites - Pedagoga, Especializada em Educação Especial; Psicopedagogia Clínica e Institucional e Psicomotricidade. 


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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Estruturas Psicomotoras

O desenvolvimento de uma criança é o resultado da interação de seu corpo com os objetos de seu meio, com as pessoas e com o mundo ao seu redor. (OLIVEIRA, 1997).

- Esquema Corporal
- Lateralidade
- Estruturação Espaço - Tempo
- Equilíbrio
- Coordenação Motora

Esquema Corporal


É a percepção do corpo atuando no espaço, se locomovendo num ritmo próprio, num estado de tensão ou relaxamento muscular, enfim é um elemento básico indispensável para a formação da personalidade da criança.


Segundo Wallon, o esquema corporal não é um conceito inicial ou uma entidade biológica ou física, mas o resultado e a condição da justa relação entre o indivíduo e o próprio ambiente.

Para vivenciar estímulos sensoriais, para discriminar as partes do próprio corpo e exercer um controle sobre elas, implica em ter a percepção do corpo; o equilíbrio; a lateralidade; a independência dos membros em relação ao tronco e entre si; o controle muscular e o controle de respiração.

Etapas de desenvolvimento do esquema corporal:
- corpo vivido (até 3 anos) - é a fase da inteligência sensório-motora de Piaget. Essa etapa é dominada pela experiência vivida pela criança através da exploração do meio. As descobertas são intensas nesta fase por sua atividade investigadora e incessante.

- corpo percebido ou descoberto (3 aos 7 anos) - corresponde à organização do esquema corporal devido a função de interiorização. Le Boulch define esta função como a possibilidade de deslocar sua atenção do meio ambiente para seu próprio corpo a fim de levar a tomada de consciência.
Segundo Le Boulch, o final desta etapa pode ser  caracterizado como pré-operatório, porque está submetido à percepção num espaço em parte representado, mas ainda centralizado sobre seu próprio corpo.

- corpo representado (7 aos 12 anos) - nesta etapa, observa-se a estruturação do esquema corporal, pois já apresenta a noção do todo e das partes de seu corpo, conhece as posições e mantém um maior controle e domínio corporal. A partir daí, o indivíduo amplia e organiza seu esquema corporal.

A  evolução da criança é sinônimo de conscientização e conhecimento cada vez mais profundos do seu corpo. A criança é o seu corpo, pois é através dele que ela elabora todas as suas experiências vitais e organiza toda a sua personalidade.




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Para Refletir!

O que é aprendizagem?

Uma jornada  e um processo, nunca um fim ou uma conclusão.

O que é um educador?

Um guia, nunca um sentinela ou um ditador.

O que é uma descoberta?

Um processo constante de questionar ou reportar e não de responder as perguntas.

O que é um teste?

Ser e tornar-se, não apenas lembrar e rever.

O que ensinamos?

Indivíduos e não lições, estilos, sistemas ou técnicas.

O que é uma escola?

O que quer que façamos dela.

Onde é a escola?

Em toda a parte, não em uma sala de quatro cantos... mas onde quer que estejamos.

A TODOS QUE BUSCAM O "CAMINHO", CONHECIMENTO VEM DO SEU INSTRUTOR E SABEDORIA VEM DO SEU INTERIOR. 


LEE JUN FAN

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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Psicomotricidade

A psicomotricidade é uma abordagem técnica que passa pela questão de educar os movimentos. É uma ciência que busca conectar os aspectos emocionais, cognitivos e motores nas diversas etapas da vida.



PSIC = ASPECTOS EMOCIONAIS



CO = ASPECTOS COGNTIVOS



MOTRIC = MOVIMENTO HUMANO



IDADE = ETAPAS DA VIDA 



Os neurônios enfrentam uma verdadeira luta pela sobrevivência: se bem usados, eles se fixam como instrumentos do pensamento, se mantidos inertes, é como se eles morressem.

A cada vela de aniversário que a criança assopra, é como se ela estivesse fechando janelas de oportunidades, que jamais serão abertas novamente. O tempo é essencial, não se pode perder a idade de maturação cerebral.

As janelas do cérebro se fecham aos 10 anos, assim deve-se explorar o exercício do mesmo, colocando as crianças para aprenderem música, línguas, instrumentos,...



BEBÊ INTELIGENTE = CRIANÇA ATIVA



Lembrando que exercício mecânico não é psicomotricidade!



A coordenação motora é um conjunto de aptidões e movimentos relacionados ao corpo humano, que precisam ser desenvolvidos, ampliados e aperfeiçoados através de estímulos como brincadeiras, jogos, musicalização e integração, envolvendo o equilíbrio, a participação em grupo, atenção, elasticidade, cognitivo e outros.



Vídeo com Luciana Brites - Pedagoga, Especializada em Educação Especial; Psicopedagogia Clínica e Institucional e Psicomotricidade. 


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Uma ida ao concerto musical - Desafio da Tarde - Fazendo Artes

  UMA IDA AO CONCERTO MUSICAL Coordenação motora fina, atenção, concentração, percepção visual, percepção sensório motora, treinar o ali...